Gestão energética em condomínios industriais reduz custos e otimiza o uso de energia

Estamos avançando em modelos integrados de gestão de energia elétrica. Em novembro de 2016, a Aneel aprovou uma norma regulatória que permite que um empreendimento com múltiplas unidades consumidoras, cuja atividade predominante seja comercial, industrial ou de prestação de serviços, pode ser considerado uma única unidade consumidora desde que atenda as seguintes condições: a propriedade de todos os compartimentos do imóvel, prédio ou conjunto de edificações deve ser de apenas uma pessoa física ou jurídica ou as unidades consumidoras devem pertencer ao mesmo condomínio. Isso permite, por exemplo, a entrada do condomínio no Mercado Livre de Energia.

Apesar do CNPJ do condomínio ser reconhecido como uma única unidade consumidora, as empresas podem ser responsabilizadas por eventuais problemas de uso de energia. Isso oferece maior segurança jurídica e atratividade para o negócio.

Antes da norma existiam questões se era legal o condomínio comprar e “revender” energia para seus condôminos, uma vez que o condomínio não era uma comercializadora de energia. Essa nova regulamentação tira essa dúvida.

A gestão integrada de energia em condomínios abre enormes possibilidades de redução de custo, aumento da confiabilidade e qualidade de energia. Permite otimizar e compartilhar investimentos em subestações, sistemas de correção de fator de potência, sistemas de no-break, entre outros.

Vale lembrar que a resolução normativa nº 687, que trata sobre geração distribuída, permite que condomínio gerem sua própria energia e entre o excedente para a concessionária local. Permite, também, a geração de energia em locais remotos, desde que na mesma área de concessão da distribuidora de energia elétrica.

A implantação de um modelo de gestão integrado de energia baseado na norma ISO 50.001, permite discutir, de forma integrada, soluções para otimizar o uso de energia e ações comuns para reduzir custos e melhorar a qualidade e disponibilidade de energia nos condomínios.

Resumindo, hoje o setor elétrico possui um conjunto de normas que permite as empresas a reduzir custos e melhorar a confiabilidade e qualidade da energia. Considerando que, em muitos casos, a energia é o segundo gasto operacional, perdendo apenas para a folha de pagamento, é mandatório que as empresas invistam em modelos de gestão energética.

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