Investimentos em eficiência energética são mais baratos que na geração de energia

Investir em projetos de eficiência energética é uma ação ganha-ganha para consumidores e para a maioria dos setores industriais e comerciais. Imagine um consumidor substituindo sua geladeira antiga por uma nova certificada com o selo do Procel, com uma redução de pelo menos 20% no consumo de energia. O retorno do investimento vem com o tempo dependendo do valor da geladeira e redução na conta de energia. Para a indústria e comerciantes é uma oportunidade de movimentar a economia. As geladeiras antigas são recicladas para a fabricação das novas, dentro de um ciclo fechado de produção. Imagine a economia do consumo de energia que isso traria estendendo para motores, lâmpadas, caldeiras, sopradores de ar, equipamento de ar comprimido, entre outros. Isso evitaria ou retardaria a construção de novas usinas de geração de energia. Segundo dados da ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia) o ganho de 10% de eficiência no setor elétrico até 2030 (meta assumida pelo governo brasileira na COP21), reduziria em 42% o investimento para ampliação da capacidade de geração de energia.

A CEEE-D, empresa de distribuição de energia do Rio Grande do Sul, desenvolveu o Projeto Distribuição em Casa na sua área de concessão para incentivar os consumidores residenciais a trocar seus eletrodomésticos antigos por novos com o selo Procel “A”. A CEEE-D entra com 50% do valor do equipamento e o consumidor com os outros 50%.

O projeto, iniciado em outubro de 2016, prevê o atendimento de 18 mil clientes em 35 municípios do Estado com a substituição de 90 mil lâmpadas, 10.150 geladeiras e 1.850 freezers, por equipamentos similares e mais eficientes.

Normalmente, as concessionárias de distribuição de energia elétrica possuem projetos similares para atender a obrigação contratual com a Aneel de destinar 0,25% da sua receita liquida operacional em projetos de eficiência energética. Embora seja muito dinheiro, se somadas todas as concessionárias de distribuição no pais, ainda é pouco.

Uma alternativa para ampliar os programas de eficiência energética seria os municípios incluírem reduções progressivas no IPTU dos proprietários de residências e imóveis comerciais e industriais que comprovarem redução no consumo de energia. Os governos dos Estados poderiam reduzir o ICMS de produtos com reduções significativas de consumo de energia.

Independente das iniciativas das concessionárias de distribuição de energia e dos governos, a eficiência energética é boa para o bolso de qualquer um.

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