Projetos de Eficiência Energética tornam-se estratégicos devido ao comprometimento da expansão de geração no país.

Segundo relatório de fiscalização da Aneel, 58,9% dos novos projetos de geração térmica não entrarão em operação no prazo previsto. As obras que deveriam gerar 4.831 MW estão paradas e com baixa viabilidade de entrar em operação. Isso significa que aumenta o risco de falta de energia no período seco e se formos assolados por outra crise hídrica de grandes proporções nos próximos anos. As alternativas para as empresas são investimentos em projetos de eficiência energética e geração distribuída.

O relatório da Aneel analisa 87 usinas, entre elas 34 têm alta viabilidade para entrar em operação comercial, somando 1.468 MW de capacidade para entrada em 2019. Outras 15 estão com algum tipo de impedimento e 38 estão paralisadas. Apenas uma usina está com o cronograma previsto.

Neste cenário, as análises técnico-econômico dos projetos devem incluir a análise de risco e não apenas o tradicional ROI baseado em redução de custo. As análises devem considerar o custo de paralisação das operações por falta de energia ou racionamento.

O aumento de capacidade em 2016 foi de 9.526 MW, com a participação de 5.204 MW em energia hídrica, 2.564 MW de energia eólica e 1.758 MW em térmicas.

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